O hotel não é a viagem (e ainda bem)
Em Orlando, fiquei em hotéis que pareciam verdadeiros parques de diversão. Tinha loja de souvenir, restaurante, quadra, salão de jogos, fliperama e balcão vendendo passeio e aluguel de carro. Tinha de tudo. E o que eu usei de toda essa estrutura? Quase nada. Eu estava aqui. Não no fliperama do hotel. Não estava lá para aproveitar o hotel. Estava lá para aproveitar Orlando. Boa parte daquilo ainda vinha com custo adicional. Ter tudo à disposição não significa precisar usar tudo, e muito menos que vale a pena pagar por isso. Foi ali que comecei a mudar a pergunta que faço antes de reservar um hotel. A pergunta que vem antes do hotel Antes de “quanto custa?” ou “fica perto de quê?”, eu me pergunto: qual é a viagem que eu quero fazer? Se a ideia é passar os dias dentro de um resort, curtindo piscina, restaurante e programação, o hotel é a atração principal e faz sentido investir nele. Mas se eu vou conhecer uma cidade, caminhar, visitar museus e ver ao vivo lugares que só conhecia de ...